<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2253688321639105479</id><updated>2012-01-26T17:20:26.515-08:00</updated><title type='text'>ELCIO DIAS</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2253688321639105479/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Elcio Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10875283691787533374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Ff-F2UWE240/SqlTsIU6qHI/AAAAAAAAAAg/jlzu5z_zPOA/S220/foto+jornal.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>13</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2253688321639105479.post-5091785285346056522</id><published>2011-11-21T11:22:00.000-08:00</published><updated>2011-11-21T11:57:46.319-08:00</updated><title type='text'>BOTINADA</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;O grande desbravador brasileiro, Bernardo Sayão, deixou como um dos seus legados, o surgimento de vários vilarejos ao longo de sua grande obra, que foi a construção da  rodovia Belém-Brasília. Estrada que fez a ligação entre o norte e o sul do país. Dentre essas vilas está a cidade de Miranorte&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;O município teve seu primeiro impulso de crescimento nos anos 70, com a pavimentação asfáltica da estrada. A BR 153 trouxe desenvolvimento em todos os sentidos para a região. Lembro-me de uma grande novidade da época. A prótese dentária que naquele tempo era chamada de “ponte”. O esporte também acompanhou a evolução. No futebol a cidade sempre revelou grandes craques. A cada geração novos talentos surgiram para defender as cores da camisa miranortense. Naquele tempo as famílias eram tradicionalmente numerosas por isso algumas delas formavam sozinhas equipes de futebol. Seu Sinato (in memória) e D. Florência capricharam na produção. Tiveram 7 filhos. 2 mulheres e 5 homens que nasceram com o dom de jogar futebol. Pedro Pereira de Souza o mais velho, conhecido como “Pedro Sardão”, era zagueiro, chegou a jogar no Anápolis e quando criou o Estado do Tocantins, defendeu a seleção tocantinense tendo inclusive o privilégio de jogar contra a seleção brasileira de novos que trazia no elenco nomes como Túlio, Cafu, Márcio Santos e Marcelinho Carioca. Gérsom, Wéliton e Wilton tiveram passagens discretas pelo futebol. Já José Pereira, mais conhecido como “Zé Véio” era o mais habilidoso sua caminhada futebolística foi marcada por belas jogadas, muitos gols, e boas histórias. Depois de muitos quilômetros de grama e muitas horas de bola rolando, “Zé Véio” protagonizou mais essa pérola. Nos anos 90 já na categoria máster, Miranorte e Paraíso entraram em campo pelo Campeonato Estadual. Como sempre jogo duro de muita rivalidade. “Zé Véio” com toda sua habilidade começou a infernizar a zaga adversária que só tinha como alternativa a falta. Numa dessas jogadas ele saiu fazendo fila. Seu marcador já irritado não contou conversa e “chegou a botina”. Falta dura que quase quebra a perna do atleta. Depois do jogo, na comemoração da vitória regada a “loira gelada”, ele chamou o Euzimar de lado e mostrando a “ponte” falou:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;- Olha! Euzimar o que os “caras” fizeram comigo... Quebraram meus dentes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;O Euzimar vendo o estrago questionou:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;- Ué! Eu não lembro dessa jogada!...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;E veio a explicação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;- Foi na hora do pontapé que ele me deu!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;O Euzimar continuou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;- Do pontapé eu me lembro, mas acertou na boca?...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Zé Véio justificou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;- Não! Rapaz, é que antes do jogo começar eu guardo a ponte dentro do meião pra não cair e perder. Aí ele chutou bem em cima e quebrou!...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;José Pereira de Souza, nosso querido “ Zé Véio” continua batendo um bolão. A cada fim de ano no encontro de Bahia e Flamenguinho pelo jogo da saudade, ele geralmente deixa sua marca. &lt;b&gt;VALEU MEU IRMÃO!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2253688321639105479-5091785285346056522?l=esportecomelciodias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/feeds/5091785285346056522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/2011/11/botinada.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2253688321639105479/posts/default/5091785285346056522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2253688321639105479/posts/default/5091785285346056522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/2011/11/botinada.html' title='BOTINADA'/><author><name>Elcio Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10875283691787533374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Ff-F2UWE240/SqlTsIU6qHI/AAAAAAAAAAg/jlzu5z_zPOA/S220/foto+jornal.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2253688321639105479.post-5274708054423790469</id><published>2011-10-07T12:17:00.000-07:00</published><updated>2011-10-07T13:00:36.035-07:00</updated><title type='text'>Carimbó nunca mais</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.5cm; text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#da251d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Nos anos de 1976 a 1978, a cidade de Miranorte vivia um grande momento no futebol, com um time de garotos chamado “Bahia”. Eram muitas competições envolvendo equipes tradicionais como Paraíso, Miracema, Gurupí e Araguaina. O que mais chamava a atenção, é que esses garotos sempre enfrentavam equipes de jogadores adultos e acabavam vencendo. E a fama foi se espalhando pela região.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="western"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Certa vez um grande desportista de nome José Alvino, do longínquo município de Lizarda, nos convidou para abrilhantar os festejos da cidade com uma partida de futebol. Naquele tempo as estradas pelo então norte goiano, era como fantasma. A gente ouvia falar, mas não existiam.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nós saímos de Miranorte num sábado à tarde para jogar no domingo. Éramos 14 garotos em uma caminhonete da prefeitura. A viagem até a cidade de Rio Sono foi normal com estrada cascalhada e tudo. Só que na beira do rio veio a primeira dificuldade. A balsa que era ligada a um cabo de aço, só atravessava durante o dia. Aí o jeito foi esperar o amigo sol aparecer. Dia novo, tarefa cumprida, sem tomar café seguimos viagem e logo as coisas se complicaram. Um verdadeiro deserto apareceu na nossa frente o areal mais parecia as dunas do jalapão do que uma estrada. Nosso transporte ficava mais atolado de que andando e, o dia foi passando na base do desce para empurrar, sobe para viajar. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Depois de muita areia na cara, enfim chegamos faltando uma hora para o jogo. Estávamos caindo de fome mas não tínhamos tempo para comer. Fizemos um breve lanche e fomos para o jogo. Toda a população estava no campo, fazendo uma grande festa. Aos trancos e barrancos nossa equipe conseguiu arrancar um empate em dois a dois. Após a partida os Lizardenses, muito hospitaleiros, resolveram fazer um baile para nós. Nos reunimos em um salão para a festa. O som era de uma “radiola”. Daquelas em que a caixa de som era a própria tampa do aparelho. As músicas do auge era o carimbó estrelado pelo artista paraense Pinduca. O som rolando, cervejas geladas, todo mundo na maior animação com a presença das meninas, tudo como boleiro gosta. Só que as personagens principais da festa, as candidatas à rainha do festejo, foram logo tratando de aumentar o único quesito para a eleição. Que se resumia na maior quantidade de dinheiro arrecadado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A brincadeira era simples, cada vez que elas dançavam com alguém, a pessoa tinha que pagar. O problema foi que ninguém da nossa turma sabia dessa tradição local. Como em toda equipe tem “uns caras” metidos a galã, nossos bonitões; Índio, Pereira, Almeida e Zé Ribeiro, caíram na folia e as meninas só anotando as danças. Lá pelas tantas da madrugada, as candidatas resolveram passar a régua e fechar a conta. Quando os "pés-de-valsa" ficaram sabendo que deviam mais de 30 mangos, cada um, foi um Deus nos acuda. Pois dos quatro, apenas o Zé Ribeiro trabalhava e tinha seu rico dinheirinho. O jeito, então, foi assumir a dívida por livre e espontânea pressão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Fim de festa, volta pra casa, com direito a quebra do transporte em Pedro Afonso, fome e tudo mais. Mas ninguém voltava tão contrariado quanto nosso amigo pagador de contas. Pois ele sabia que daquela grana supostamente emprestada ele não teria muito sucesso com um possível retorno ao seu bolso. O tempo passou e eu só não fiquei sabendo, se alguém chegou a pagar o empréstimo. Mas dizem que até hoje nosso amigo não vai a festejo pra não ver candidatas a rainha. E se quiser comprar uma briga é só rodar uma música de carimbó perto dele.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas depois de algumas décadas, com certeza essa história deve servir para boas gargalhadas quando esses amigos se encontram. Afinal são essas e outras que fazem a vida ser um poço de boas recordações...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2253688321639105479-5274708054423790469?l=esportecomelciodias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/feeds/5274708054423790469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/2011/10/carimbo-nunca-mais.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2253688321639105479/posts/default/5274708054423790469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2253688321639105479/posts/default/5274708054423790469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/2011/10/carimbo-nunca-mais.html' title='Carimbó nunca mais'/><author><name>Elcio Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10875283691787533374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Ff-F2UWE240/SqlTsIU6qHI/AAAAAAAAAAg/jlzu5z_zPOA/S220/foto+jornal.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2253688321639105479.post-7386379778069480519</id><published>2011-03-18T13:14:00.000-07:00</published><updated>2011-03-18T13:47:42.205-07:00</updated><title type='text'>Futebol na  Aldeia</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;                                  &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Quando Cabral chegou ao Brasil, encontrou indios. Logo, os nativos são os primeiros habitantes desse grande país tropical. Por isso em qualquer canto de nossa pátria amada, é comum se ouvir histórias da nação indígena. No Tocantins não seria diferente, principalmente pela contidade de etinias que vivem por aqui. E o futebol também tem sua página escrita na história.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;No início da década de 80 um grande desportista de nome Antônio, mas conhecido como Toinho da Funai, em suas tarefas junto à nação indígena xerente, resolveu introduzir o futebol nas atividades realizadas com os indios. Construiu um campo na aldeia Porteira perto da cidade de Tocantínia, e começou a ensinar o bom joguinho para os nativos. A novidade fez sucesso e a cada fim de semana, índios de todas as aldeias se reuniam para uma boa “pelada”. Nesta brincadeira até surgiram grandes talentos, o mais conhecido foi o meia atacante Antônio Carlos que chegou a jogar no MEC-Miracema Esporte Clube.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;         &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Empolgado com a rápida evolução dos índios, o idealizador do projeto “Futebol na Aldeia”, resolveu testar as habilidades de seus atletas e o poder da equipe. Chamou o time de Miracema para uma partida amistosa na própria aldeia. Meio receosos aceitamos o convite e partimos para o desafio. Literalmente embarcamos rumo à reserva, já que o transporte era um barco a motor chamado de “paco-paco”. Descemos o Rio Tocantins deslumbrados com as belezas naturais que surgiam a cada momento. Depois de algumas horas de navegação chegamos ao destino. Na beira do rio toda a população da aldeia nos esperava. De longe parecia cena daqueles velhos filmes de faroeste em que o mocinho se depara com um bando de guerreiros preste a atacar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;          &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Meio desconfiados subimos a rampa cercados pela a multidão e ouvindo eles conversar sem entender uma palavra. Sem perda de tempo fomos direto para o campo de jogo. A bola rolou e nosso time ficou encurralado, parecia que eles tinham mais de cinquenta jogadores. Quando a gente dominava a bola aparecia de três a quatro marcadores e na maior gritaria. Depois de algum tempo nessa batalha, foi que fomos perceber que eles não guardavam posições, onde a bola estava eles se amontoavam. Passamos então a ocupar os espaços vazios e tocar a bola logo os gols foram saindo. No final dos 90 minutos o placar assinalava 17 a zero.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;         &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Final do jogo fomos logo nos preparando para retornar à Miracema. Cercados por toda a nação xerente enquanto tirávamos as chuteiras para podermos embarcar, fomos surpreendidos pela chegada de um velho cacique. De borduna(&lt;span style="font-style: italic;"&gt;arma indígena&lt;/span&gt;) na mão , ensaiando uns estranhos passos de dança, de repente ele parou, levantou a cabeça, olhou dentro dos olhos de cada um, suspirou fundo e com um bom sotaque indígena mandou seu comentário sobre o jogo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;  “&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Jogô só um  pouquim e foi esse tanto de gôlo, se jogá o dia todo  vai ser mais de mile...eh! eh! eh!...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;      &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Na hora caímos na  gargalhada com ele, mas não entendemos nada. Só depois  descobrimos porque ele teceu este comentário. É que o costume deles era começar a jogar  de  manhã, só parar para almoçar e voltava pra  pelada até escurecer.  O pior é que na maioria das  vezes o placar não saía do zero a zero.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;         &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Mas o projeto do nosso  amigo Toinho, valeu a pena. No final da década a equipe  chegou a jogar no Estádio Serra Dourada em Goiânia,  contra a equipe escrete de ouro dos cronistas esportivos de Goiás. E com a criação do Estado do Tocantins e a profissionalização do futebol, é comum ver um índio disputando o Campeonato  Tocantinense de Futebol.   &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2253688321639105479-7386379778069480519?l=esportecomelciodias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/feeds/7386379778069480519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/2011/03/futebol-na-aldeia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2253688321639105479/posts/default/7386379778069480519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2253688321639105479/posts/default/7386379778069480519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/2011/03/futebol-na-aldeia.html' title='Futebol na  Aldeia'/><author><name>Elcio Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10875283691787533374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Ff-F2UWE240/SqlTsIU6qHI/AAAAAAAAAAg/jlzu5z_zPOA/S220/foto+jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2253688321639105479.post-3381496044375129231</id><published>2010-10-11T11:13:00.000-07:00</published><updated>2010-10-11T11:24:18.539-07:00</updated><title type='text'>Cartão Vermelho</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Figura inusitada. Um tipo de pessoa que todo mundo quer por perto. Pois tudo que eles fazem tem uma pitada de humor e deixa o ambiente sempre em alto astral. Essa história é de um desses personagens que só engrandece a cultura popular tocantinense...&lt;/span&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;       &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;No dia 02 de outubro de 1962 em Araguatins, maior cidade do “bico do papagaio”, nascia um garoto que com certeza entraria para a história. José Sídney Madalena Marques. Só pelo nome nota-se que se tratava de uma figura inusitada. De família simples e tradicional, o menino cresceu à beira do rio Araguaia curtindo as  praias do “Meio” e “São Bento”. Apenas duas modalidades esportivas estiveram presente em sua infância, a pescaria e o futebol. Como sua habilidade com a bola não era das maiores a arte de pescar acabou sendo a mais praticada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;          &lt;span style="font-size:180%;"&gt;O menino peralta cresceu, serviu o exército e procurou uma profissão. Acabou ingressando na telecomunicação aprendeu a filmar, editar e dirigir...um profissional completo.  Com a criação do Estado do Tocantins, Sidney Madalena (nome adotado em suas assinaturas) passou a ser peça fundamental dentro da comunicação. Foi o primeiro cinegrafista, o primeiro editor e primeiro diretor de operações. Montou a primeira câmera ainda em Miracema e estava na linha de frente na instalação da Comunicatins(hoje redesat).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;           &lt;span style="font-size:180%;"&gt;Em 1989, início de tudo, quando todo mundo dava sua contribuição para a consolidação do Estado, acontecia alguns fatos curiosos. Por exemplo, havia um deputado folclórico e tudo dele tinha uma pitada de humor. Sua assessoria era tão grande que em seu gabinete tinha um time de futebol. Certo dia o “time do Deputado” como era conhecido, foi jogar em Lajeado. Como o balneário era válvula de escape de todo mundo nos fins de semana, a imprensa também estava por lá. Na hora de começar a partida não tinha quem apitasse e alguém foi logo dando a idéia:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;  &lt;span style="font-size:180%;"&gt;Bota o cinegrafista pra apitar!..&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;  &lt;span style="font-size:180%;"&gt;E assim fizeram e lá estava Sidney Madalena de  apito na boca.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:180%;"&gt;A bola rolou e começaram os problemas. A cada jogada uma enchorrada de reclamações:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;  &lt;span style="font-size:180%;"&gt;Foi falta seu juiz!...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;  &lt;span style="font-size:180%;"&gt;A bola saiu professor!...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;  &lt;span style="font-size:180%;"&gt;Isso não é pirulito não!..é  para assoprar!...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:180%;"&gt;A chiação era tanto que ele resolveu fazer alguma coisa. Numa jogada na área o atacante acabou no chão e o juiz não teve dúvida, pênalti...o tumulto foi armado. Reclamação, empurra-empurra e depois de muito disse me disse, a cobrança foi efetuada. O jogo seguiu com pressão total em cima do árbitro e na primeira jogada do outro lado ele tratou logo de compensar o erro. Inventou um daqueles pênaltis absurdo e mandou pra marca da cal. Novo tumulto e dessa vez ele quase apanhou. Cobrança feita, 1 a 1 no placar, o jogo seguia, o árbitro agoniado sem saber o que fazer, quando de repente apareceu uma viatura da PM que fazia ronda por ali. Era o que ele precisava...não perdeu tempo, parou o jogo na hora. Os jogadores todos irritados foram logo questionando:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;  &lt;span style="font-size:180%;"&gt;O que foi agora seu juiz?...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:180%;"&gt;E ele já caminhando pro lado da RP, respondeu:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;  &lt;span style="font-size:180%;"&gt;Eu estou me expulsando!...cartão vermelho pra  mim!...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:180%;"&gt;E antes que alguém resolvesse lhe fazer um carinho, correu pro meio dos policiais. Dizem que até hoje ele não passa nem perto de um campo de futebol e os amigos para tirar um sarro estão sempre perguntando:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;  &lt;span style="font-size:180%;"&gt;Sidney quer apito?...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:180%;"&gt;Sidney Madalena hoje é uma das pessoas mais importante dentro da área de produção audiovisual. Tem seu nome reconhecido pelos companheiros e deu sua valorosa contribuição para a história do Estado e principalmente da capital Palmas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;          &lt;span style="font-size:180%;"&gt;Valeu companheiro!...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;     &lt;/p&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2253688321639105479-3381496044375129231?l=esportecomelciodias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/feeds/3381496044375129231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/2010/10/cartao-vermelho.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2253688321639105479/posts/default/3381496044375129231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2253688321639105479/posts/default/3381496044375129231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/2010/10/cartao-vermelho.html' title='Cartão Vermelho'/><author><name>Elcio Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10875283691787533374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Ff-F2UWE240/SqlTsIU6qHI/AAAAAAAAAAg/jlzu5z_zPOA/S220/foto+jornal.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2253688321639105479.post-2306493248488632552</id><published>2010-05-03T12:28:00.000-07:00</published><updated>2010-05-03T12:56:25.287-07:00</updated><title type='text'>Na Centina</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;                                        &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O futebol em toda cidade, é marcado pelas gerações de boleiros que nunca deixam a bola cair. ou seja não deixam morrer o esporte que é praticado em todos os cantos de nosso país. Entra ano, sai ano e as histórias vão sendo escritas por esses valorosos guerreiros. Histórias engraçadas, curiosas e pitorescas como essa, que é rara mas acontece... &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;   &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nos anos 80 na cidade de Miracema, surgia uma geração de jovens talentosos, que enriqueceria a história esportiva da região. Várias páginas desse livro foram escritas no decorrer dos anos. Eram diversas competições intermunicipais e regionais, com destaques para o T.I.N. - Torneio Integração do Norte, equivalente ao campeonato estadual de hoje e para o torneio Pará-Goiás, que reunia as equipes do norte goiano e sul paraense.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;                &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Foram muitas viagens geralmente em carrocerias de caminhonetas ou caminhões. O sofrimento era grande mas, o amor pelo futebol e o prazer de defender as cores da camisa e o nome da cidade, nos davam condições de reunir forças para superar situações quase intransponíveis.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;                  &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Em uma dessas viagens a delegação heróica composta por João Alberto, Salvador, Tião, Rosacild, Rainel, Carlitinho, Bertrand, Benhur, eu e muitos outros, sob o comando de Dorabel de Souza, viveu uma verdadeira aventura.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;                  &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Saímos de Miracema numa sexta feira, com destino a Redenção no estado do Pará. O compromisso era jogar no sábado contra a seleção da cidade e no domingo já de volta, jogar em Conceição do Araguaia. O transporte era um caminhãozinho coberto com uma lona, tipo verdureiro. A rodovia só tinha asfalto até Guaraí. Daí em diante começava um grande rally, principalmente de Conceição a Redenção. Os atoleiros faziam formar enormes filas de caminhões madeireiros. Nós só conseguíamos passar, graças à perícia de nosso motorista Oscar Dias. Depois de 15 horas de viagem chegamos a Redenção. apesar do cansaço, em campo veio a superação e vencemos o jogo por 1 a 0.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;                     &lt;span style="font-size:130%;"&gt;De volta a Conceição do Araguaia, o desgaste físico era visível, mesmo assim fomos para o sacrifício contra o Santos Futebol Clube, campeão local. Na época o estádio da cidade chamado “Carecão,” era pura areia. Fator que dificultou mais ainda a nossa resistência e o organismo pedia arrego.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;                    &lt;span style="font-size:130%;"&gt;O caso mais sério e até curioso, foi do nosso amigo Rainel Barbosa (hoje político do nosso estado). Devido aos atrasos na viagem as refeições acabavam sendo feitas fora de hora e isso acabou causando alguns distúrbios intestinais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;                     &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Durante o jogo contra o Santos, uma partida dura, com muita correria, o nosso grande médio volante fazia uma bela partida. De repente  lhe atacou uma senhora dor de barriga. Ele chamou o Dorabel e pediu para sair. O  treinador não entendeu, pois ele estava bem no jogo e não era daqueles que gostava de sair. E foi deixando o jogo correr. Quando de repente um chutão do zagueiro botou a bola pra fora do muro. Rainel não perdeu tempo, pulou o muro e foi atrás. Devolveu a bola e ficou por lá. Minutos depois ele retornou aliviado, querendo entrar novamente, só que o técnico já havia colocado outro jogador em seu lugar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;                   &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nós não ganhamos a partida mas o nosso querido amigo entrou para a história como o único jogador que cumpriu o famoso pedido que a torcida sempre faz quando o atleta está mal no jogo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;ul style="text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  “&lt;span style="font-size:130%;"&gt;PEDE PRA C* E SAI”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Essa e muitas outras histórias estão guardadas na parede da memória de cada um desses valorosos cidadãos. Que contribuíram para o desenvolvimento do futebol da região, e porque não dizer do Estado do Tocantins.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2253688321639105479-2306493248488632552?l=esportecomelciodias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/feeds/2306493248488632552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/2010/05/na-centina.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2253688321639105479/posts/default/2306493248488632552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2253688321639105479/posts/default/2306493248488632552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/2010/05/na-centina.html' title='Na Centina'/><author><name>Elcio Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10875283691787533374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Ff-F2UWE240/SqlTsIU6qHI/AAAAAAAAAAg/jlzu5z_zPOA/S220/foto+jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2253688321639105479.post-6272853793598553668</id><published>2010-03-25T12:23:00.000-07:00</published><updated>2010-03-25T12:45:17.517-07:00</updated><title type='text'>Um fim de semana especial</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;   &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Toda cidade no final de cada ano, tem o tradicional "jogo da saudade", aquele em que se reune boleiros de dois times que fizeram sucesso no município. Uma cidade em especial, começou essa brincadeira que  acabou virando tradição no Tocantins. Essa história aconteceu na querida Miranorte.&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;&lt;span style=""&gt;Nas décadas de setenta e oitenta, aqui no então norte goiano, era comum surgir nas cidades times de futebol temporários. Isso se dava devido à falta de instituições educacionais e trabalho na região. Os adolescentes acabavam arrumando as malas e partindo rumo aos grandes centros em busca de estudos e empregos. Um fato interessante é que esses times sempre levavam o nome de grandes clubes do futebol brasileiro. O motivo era simples, os uniformes da época era sempre de alguma equipe consagrada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;            &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Em 1975, na cidade de Miranorte, um grupo de garotos capitaneados por Eurípedes Teles, ganhou um jogo de camisa do tricolor baiano, e alí nascia o “BAHIA DE MIRANORTE”. O elenco inicial era formado com Rosa, Antonio Pamonha, Dorge, Teté, Índio, Josafá, Almeida Eurípedes, Benedito, Elcio e Galo. Mas o grupo foi crescendo a cada dia e muitos outros nomes foram incorporando à equipe, ajudando a elevar o futebol da cidade e da região. Foram muitas competições sob o comendo do professor, Antônio Ubiratã. Viagens históricas, partidas inesquecíveis, tudo num pequeno espaço de tempo de apenas três anos. Pois a garotada cresceu e teve que buscar seus ideais, descortinando novos horizontes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;           &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Em 1978 a equipe começou a se desfazer. Mas a semente ficou plantada e no mesmo ano começou a germinar. A nova geração que cresceu à beira do campo, vendo o Bahia jogar, se preparava para regar a plantinha e dar continuidade as atividades futebolística da cidade. Através de Euclides, nascia o LONDRINA E. CLUBE, que mais tarde sobre o comando do saudoso “viuvinho” passou a se chamar CLUBE DE REGATAS DO FLAMENGO ou simplesmente FLAMENGUINHO. Muitos garotos que começaram ali tiveram projeção dentro do futebol, a exemplo de Joanilson um zagueiro que no Internacional de Porto Alegre, chegou a botar o ídolo paraguaio Gamarra, no banco de reservas e Márcio Goiano lateral direito que jogou no Goiás, Portuguesa e muitos outro clubes. Muita gente contribuiu para o crescimento da equipe como os colaboradores,  sargento Calixto e José Orlando. Em 1987 pelos mesmos motivos, os atletas tiveram que alçar voos, e o time acabou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;         &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Mas os velhos boleiros acharam uma maneira de reencontrar os companheiros, criando o jogo da saudade. Como recordar é viver o evento anual não para de crescer. As duas equipes se reúnem para uma partida de futebol bem humorada. O encontro é uma farra só, com todo mundo tentando achar um jeito de tirar um sarro nos velhos amigos. E eles vem de toda parte do Brasil e até da terra do tio san (EUA). No jogo vale tudo, sair e entrar novamente, vale até tomar uma loira gelada na beira do gramado, antes de bater um arremesso lateral. Na  disputa tem um troféu, mas o que a galera quer mesmo é curtir a festa, que termina com um grande churrasco regado a  muita cerveja.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;         &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Nesses encontros os velhinhos como são carinhosamente chamados os atletas do Bahia, tem conseguido sair vencedores. Numa dessas vitórias  a presença do troféu enfeitando a mesa acabou emocionando alguns atletas. O folclórico goleiro Rosa, que os amigos com carinho o chamam de “Boca de Egua”, parou em frente ao símbolo da conquista, ajoelhou e começou a chorar. O emotivo Neto Bilau, viu a cena se aproximou e indagou:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Boca de Égua, porque tu  tá chorando?...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;         &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;O nosso amigo chorão levantou a cabeça, olhou para um lado e para o outro e constatou:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Sabe, que eu nem sei!...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;      &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Aí o companheiro  solidário não perdeu tempo:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Então eu vou chorar  também!...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;      &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;E os dois ficaram olhando para o troféu e chorando  abraçados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;      &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;O encontro de Bahia e  Flamenguinho é hoje a maior festa da cidade, quando chega próximo ao fim do ano, o povo fica  ancioso. pois  este evento serve para matar a saudade de uma galera que  carrega no peito o orgulho de ser Miranortense.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2253688321639105479-6272853793598553668?l=esportecomelciodias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/feeds/6272853793598553668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/2010/03/um-fim-de-semana-especial.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2253688321639105479/posts/default/6272853793598553668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2253688321639105479/posts/default/6272853793598553668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/2010/03/um-fim-de-semana-especial.html' title='Um fim de semana especial'/><author><name>Elcio Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10875283691787533374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Ff-F2UWE240/SqlTsIU6qHI/AAAAAAAAAAg/jlzu5z_zPOA/S220/foto+jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2253688321639105479.post-643961822262072</id><published>2010-01-15T12:25:00.000-08:00</published><updated>2010-02-05T12:17:13.741-08:00</updated><title type='text'>Boleiro Nativo</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Para contar as “&lt;b&gt;histórias que eu vivi”,&lt;/b&gt; busco os meus amigos de infância como personagens...são fatos ocorridos nos bastidores do dia a dia do esporte, durante três décadas. Mas eu também sou personagem de algumas passagens negras na minha carreira futebolísticas. E não seria justo eu omitir as minhas mancadas. Por isso, vamos partir do princípio.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;A minha caminhada esportiva começou em Miranorte, no ano de 1974. meu primeiro campo foi um curral da prefeitura, local usado para prender os animais que transitavam livrementes pelo centro da cidade. Nós usávamos as porteiras como traves e fazíamos os rachões. A bola só saía quando era gol, como o showbol de hoje. Certo dia numa boa pelada, eu fui descoberto pelo professor Antônio Ubiratã. Levado para a equipe juvenil da cidade, veio meu primeiro desafio. Um Jogo de verdade, em um campo de verdade, contra um time de verdade.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul style="text-align: justify;"&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;A partida era contra o time de Dois Irmãos, numa preliminar das equipes principais. Na hora de vestir o uniforme surgiu um contra tempo. Eu não tinha chuteiras. Aliás, eu nunca tinha chutado uma bola calçado em alguma coisa. Mas o professor Ubiratã foi logo resolvendo o problema, tirou os tênis, me emprestou e desafiou: &lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;-Se você marcar dois gols, eu te dou um par de chuteiras!...&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;Calcei os tênis que era dois números a mais e fui pro jogo. Vencemos a partida de goleada, seis a zero. Eu marquei o primeiro e o último gol.&lt;/p&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;Promessa feita e cumprida, na segunda feira eu estava com meu primeiro par de chuteiras nas mãos. Só não sabia o que me aguardava. No final de semana seguinte veio a hora de inaugurar o presente. O jogo foi em Colinas, eu todo empolgado, de chuteiras novas, louco pra entrar em campo. Ainda me lembro que era um campo de areia em frente ao Colégio João XXIII.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;Bola em jogo e começou o meu martírio. As chuteiras me deixou “peado”, não conseguia correr, quando a bola chegava eu não conseguia dominá-la e os chutes só pegavam na “orelha”. A coisa estava tão feia que a torcida começou a gritar?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul style="text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bate nele bola...bate nele bola..&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;A única jogada que conseguir fazer foi pela direita, onde ganhei do lateral fui à linha de fundo. Mas na hora de cruzar na área, o pé esquerdo tocou primeiro na bola e o chute passou no vazio...uma senhora “furada” acompanhada de um senhor tombo. Ali mesmo sentado tirei as chuteiras, os meiões, joguei pro lado e levantei pra continuar no jogo. Mas o árbitro não permitiu que eu jogasse descalço...resultado, fui sacado do time.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;O tempo passou, aprendi a jogar calçado e comecei a me destacar dentro das quatro linhas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;Em 1979 mudei para Miracema, já era conhecido e fui logo convidado para jogar no juvenil do MEC(Miracema Esporte Clube) na equipe chamada de Escolinha Esporte Clube. A minha estreia foi em Porto Nacional, no estádio General Sampaio.(&lt;i&gt;único campo gramado do então, norte goiano&lt;/i&gt;) Era um torneio comemorativo à inauguração da ponte sobre o Rio Tocantins. Nós saímos de Miracema na madrugada em cima de um caminhão da prefeitura, pela rodovia onde hoje é a TO-050. Depois de 32 pontes e muita poeira, chegamos à Praça do Centenário. Lavamos o rosto alí mesmo nas torneiras do jardim e seguimos para o local do evento. Festa grande com churrasco público “gente saindo pela culatra”. No meio de tanta agitação e atraído pela beleza da ponte, me afastei do grupo e me perdi. O torneio estava marcado para começar às 14 horas. Já era meio dia e eu ainda procurando a turma. Sem encontrar os companheiros, a solução foi puxar no pé da ponte até o estádio, cerca de 10 quilômetros. Quando cheguei ao campo todo mundo já estava uniformizado. Eu com os pés ardendo e cheios de bolhas, mesmo assim fui pro jogo. Foi um desastre, comecei a correr as bolhas estouraram. Daí em diante não conseguir me achar em campo, ou melhor, parecia que nem tinha entrado nele. "Resumo da ópera", minha estreia foi um fiasco, Para decepção da equipe que contava comigo como grande reforço. Saí no intervalo da partida e o time melhorou. Vencemos o primeiro jogo e empatamos o segundo, ficando com o troféu. Depois do jogo vieram os comentários...O primeiro questionamento me pegou de surpresa. O goleiro e meio dono do time, Beltrão Filho, virou pra mim e perguntou:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul style="font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;Elcio...o que aconteceu que você não viu a cor da bola?...&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;Eu sem ter o que responder fui logo botando a culpa em alguém.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul style="font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;Sei lá,...acho que foi o gramado, eu só sei jogar em campo de terra!...&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;As gozações duraram anos...e de vez em quando alguém ainda tira um sarrinho do tipo:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul style="font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;Elcio,...você já aprendeu a jogar em campo gramado?...&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;Mas isso é o simbolo da amizade que o grupo tinha e que ficou para sempre.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2253688321639105479-643961822262072?l=esportecomelciodias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/feeds/643961822262072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/2010/01/boleiro-nativo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2253688321639105479/posts/default/643961822262072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2253688321639105479/posts/default/643961822262072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/2010/01/boleiro-nativo.html' title='Boleiro Nativo'/><author><name>Elcio Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10875283691787533374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Ff-F2UWE240/SqlTsIU6qHI/AAAAAAAAAAg/jlzu5z_zPOA/S220/foto+jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2253688321639105479.post-3030692896101745040</id><published>2010-01-04T11:11:00.000-08:00</published><updated>2010-01-04T12:17:05.861-08:00</updated><title type='text'>Salve-se quem puder...</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Cidades vizinhas sempre cultivam uma tradicional rivalidade, principalmente no esporte. Neste assunto, na década de oitenta, Miracema e Miranorte eram como cão e gato. Cada encontro terminava em mordidas e arranhões. Esta história seria cômica se não fosse drástica...Mas como dizia o poeta, "entre mortos e feridos salvaram-se todos"...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Naquele tempo a maior diversão nos finais de semana eram as competições esportivas. Os torneios regionais eram frequentes em várias modalidades, mas o carro chefe sempre foi o velho e bom futebol de campo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em um desses torneios o clássico “Mira-Mira” (Miracema x Miranorte), aconteceu na fase semifinal. A primeira partida foi no Estádio Castanheirão em Miracema. Um jogo para nunca ser esquecido, afinal nesses encontros os jogadores literalmente “davam o sangue” pela a equipe. Para confirmar a frase e manter a tradição, quase no fim da partida a confusão foi formada. Briga geral em campo e no meio do tumulto o atleta de Miranorte Cândido (hoje presidente de clube na Capital Tocantinense) levou a pior, saiu com um senhor corte no supercílio. O atacante do Miracema, Rosacild, foi o autor da façanha, mas eu que estava no meio da "muvuca", na turma do deixa disso, levei a culpa. Fator que me impediu de participar do jogo de volta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No segundo encontro em Miranorte foi uma verdadeira guerra, toda a cidade se preparou para bater nos jogadores de Miracema. A segurança era pouca não dava para controlar a fúria da torcida. Assim, quando o time chegou em cima do tradicional caminhão da prefeitura, foi cercado pela multidão. O primeiro a descer foi o lateral esquerdo Sávio e foi logo levando um pescoção. Com muita conversa e ajuda de alguns desportistas locais os ânimos se acalmaram.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A bola rolou para noventa minutos de muita catimba e ameaças dentro de campo. O resultado do jogo provocou uma decisão por pênaltis, para desespero geral de nossa equipe. Na época o campo era de terra, sem alambrado, a torcida invadiu e formou um cone perto da área, para ver as cobranças. A disputa  começou e cada atleta nosso, batia o pênalti e corria para cima do caminhão. A última cobrança, da série, empataria a partida e provocaria cobranças alternadas. O responsável pela tarefa era o Rosacild, o mesmo que havia nocauteado o nosso amigo Cândido no jogo de ida. Quando ele pegou a bola a torcida começou a cantar em coro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-“Se fizer vai apanhar...se fizer vai apanhar...se fizer vai apanhar...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nosso atleta se preparou, tomou muita distância, correu e mandou uma bomba que passou a quase cinco metros a cima da trave...Festa para a torcida e pro time local que se classificou para a final do torneio...O nosso atleta também saiu contente, pois perdeu a classificação mas salvou a pele. Já de volta para Miracema em meio aos comentários sobre a partida, o técnico Dorabel de Souza perguntou”. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Rosacild o que aconteceu ali, na hora do pênalti?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A explicação veio imediata...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Dorabel... eu nunca tinha visto tanta gente mal encarada olhando pra mim, com tanto ódio!... Será que eu sou tão feio assim?...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Essa rivalidade durou muito tempo...Os jogos estudantis era como se fosse encontros marcados a cada ano. Só que os combates se limitaram apenas aos resultados limpos conquistados dentro das quatro linhas. Para felicidade geral da nação desportista...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2253688321639105479-3030692896101745040?l=esportecomelciodias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/feeds/3030692896101745040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/2010/01/salve-se-quem-puder.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2253688321639105479/posts/default/3030692896101745040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2253688321639105479/posts/default/3030692896101745040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/2010/01/salve-se-quem-puder.html' title='Salve-se quem puder...'/><author><name>Elcio Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10875283691787533374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Ff-F2UWE240/SqlTsIU6qHI/AAAAAAAAAAg/jlzu5z_zPOA/S220/foto+jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2253688321639105479.post-8704736275058753460</id><published>2009-11-11T11:38:00.000-08:00</published><updated>2009-11-11T12:22:56.504-08:00</updated><title type='text'>Colisão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Num time de futebol tem craque, tem carregador de piano, tem o cérebro da equipe e tem os dotados de um bom preparo físico. Nesta história a homenagem vai para dois  ex-atletas  de Miracema  que deixaram suas marcas  nos campos de terra do então norte goiano... &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;            &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;&lt;b&gt;A &lt;/b&gt;&lt;span style=""&gt;cidade de Miracema sempre foi destaque dentro do futebol. Durante décadas as gerações de jogadores foram passando e fazendo histórias. No fim dos anos 70 e início de 80, quando minha geração fazia parte do time juvenil do MEC, na equipe principal tinha nomes conhecidos como Lázaro, Café, Canetão, Chico Louro, Moisés, Bertrand, Tião Facundes, Daví, entre outros. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;            &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Era um bom time com atletas habilidosos que faziam a diferença. E também jogadores de pura raça e força como Zé Nunes e Ezequias. O primeiro, um atacante de muita velocidade e porte físico avantajado. Seu vigor era tanto, que às vezes o campo se tornava curto e ele acabava passando da linha de fundo no maior pique. Já Ezequias, era um lateral esquerdo do tipo “madeira de dar em doido”. Daqueles que numa dividida ficava a bola ou o adversário. Não dava viagem perdida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;           &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Certa vez um grande desportista chamado Pedro Biô, resolveu levar a equipe para fazer uma partida amistosa em Alto Parnaíba no estado do Maranhão. Três dias antes do jogo a delegação pegou a estrada via Lizarda. O transporte era um caminhão “Pau de Arara”, para poder vencer as dunas da região. Depois de muito sofrimento os aventureiros chegaram ao destino. Foi uma festa só, afinal o médio-volante do time Moisés, era o filho ilustre da cidade e tratou de organizar a recepção.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;           &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;No dia seguinte o assunto nas ruas era o grande jogo. Tanto que a população resolveu ir toda para a beira do campo. Público garantido, hora do jogo. Naquele tempo não existia aquecimento coletivo e cada jogador dava o seu jeito para não entrar frio em campo. Foi então que Zé Nunes e Ezequias resolveram dar pequenos piques para aquecer os músculos. Só que os dois escolheram a mesma direção. De cabeça baixa arrancaram na maior velocidade, aí não deu outra, bateram de frente. Cada um caiu para um lado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;           &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Depois de socorridos pelos companheiros e com um galo na testa para cada um, foram para o jogo. A torcida como sempre criativa não deu sossego. Toda vez que um dos dois pegava na bola e começava a correr a galera gritava:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;ul style="text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Liga a seta!...Buzina!...Acende  os faróis!...Pisa no freio...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Foi assim os noventa minutos, mas no fim tudo virou festa. O sarro da torcida se transformou em piada e rendeu muitas gargalhadas durante muitos anos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Pois é, hoje os dois  cidadãos com certeza, contam para seus netinhos essa e muitas  outras histórias que o futebol proporcionou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2253688321639105479-8704736275058753460?l=esportecomelciodias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/feeds/8704736275058753460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/2009/11/colisao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2253688321639105479/posts/default/8704736275058753460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2253688321639105479/posts/default/8704736275058753460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/2009/11/colisao.html' title='Colisão'/><author><name>Elcio Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10875283691787533374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Ff-F2UWE240/SqlTsIU6qHI/AAAAAAAAAAg/jlzu5z_zPOA/S220/foto+jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2253688321639105479.post-7405900611097601351</id><published>2009-10-20T11:43:00.001-07:00</published><updated>2009-10-20T12:13:37.052-07:00</updated><title type='text'>Esconderijo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Time pra ser bom tem que ter: craque, carregador de piano, goleador, bom goleiro, dá sorte e ter uma figura inusitada para tirar o estresse do grupo. A Escolinha Futebol Clube de Miracema tinha tudo isso. A equipe existiu nos anos 80 e muitas histórias surgiram, para alegria dos amantes de um bom "mico"...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;     &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;               &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Toda cidade tem uma figura folclórica dentro do futebol. Em Miracema são tantas que dar pra montar um time completo. Mas  hoje eu vou falar apenas de uma. E que figura!... “Cícero Curió”. De família simples, Curió desde pequeno frequentou os campinhos de “pelada” espalhados pela cidade. Os mais mais famosos eram o da praça do mercado, o do pé de pequi onde tinha presença garantida do futuro atleta. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;               &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;O tempo passou o menino cresceu e sua fama começou a se espalhar. Curió tinha como característica a velocidade e o único drible que aprendeu foi a “meia lua” ou “drible da vaca”; aquele que se joga a bola de um lado do adversário e pega pelo o outo. Mesmo assim ele começou a fazer sucesso e ganhou até um codinome, “Furacão da baixa preta” (apelido do setor onde morava)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;              &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Com tanta notoriedade o atleta acabou sendo convocado para integrar a equipe da Escolinha Futebol Clube, o principal time da cidade. Naquele tempo o futebol usava os tradicionais ponteiros e Curió era ponta direita nato. Sua passagem pelo futebol miracemense foi marcado por boas atuações e muitos gols hilariantes. Os mais comuns eras aqueles em que ele tentava o cruzamento e a bola acabava  morrendo dentro do gol. Curió também era a diversão do grupo, sempre com tiradas históricas. Certa vez em Porto Nacional, depois de uma partida, saímos para a praça do centenário, onde existia uma boate de nome Sukata. No interior do recinto tinha uma parede toda revestida por um enorme espelho. Quando a gente entrava tinha a impressão de que o salão fosse maior. Nós estávamos sentado em um canto, quando o Curió chegou. Ele olhou e viu o grupo lá no fundo e caminhou na direção. Não deu outra, bateu de cara no espelho. Mas não perdeu a pose, para disfarçar enfiou a mão no bolso, sacou aquela famosa escovinha redonda e começou a pentear o cabelo...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;               &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Outra façanha do nosso amigo foi durante uma partida daquelas bem acirrada. Ele pegou um lateral duro na marcação, daqueles que grudava no atacante parecendo carrapato. O jogo seguia e Curió não conseguia pegar na bola. Quando ele chegava o lateral já estava fungando em seu cangote. Em uma certa parte do jogo, Carlitinho que jogava no meio, procurou o ponta e nada. Ele virou a jogada para a esquerda e foi verificar por onde andava o companheiro. Curió estava agachado em cima da linha lateral, quase se misturando com os torcedores. Sem entender nada o Carlitinho questionou:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;ul style="text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;O  que foi Curió?...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Ele  imediatamente fez aquele gesto de silêncio (com o dedo  indicador na boca) e mandou a pérola...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Psiu!...cala  a boca se não ele me vê!...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;O  Carlitinho sem entender nada retrucou:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Ele  quem rapaz?..&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;E  veio a explicação!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;O  lateral!...eu estou escondendo dele, mas pode mandar a bola que eu  apareço!...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;               &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Essa e muitas outras pérolas de nosso amigo, ficaram marcadas nas páginas da história esportiva de Miracema.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2253688321639105479-7405900611097601351?l=esportecomelciodias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/feeds/7405900611097601351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/2009/10/esconderijo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2253688321639105479/posts/default/7405900611097601351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2253688321639105479/posts/default/7405900611097601351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/2009/10/esconderijo.html' title='Esconderijo'/><author><name>Elcio Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10875283691787533374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Ff-F2UWE240/SqlTsIU6qHI/AAAAAAAAAAg/jlzu5z_zPOA/S220/foto+jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2253688321639105479.post-6452843532610385380</id><published>2009-09-22T11:09:00.000-07:00</published><updated>2009-09-22T11:34:42.931-07:00</updated><title type='text'>UM CASO DE AMOR</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"O celeiro do handebol". Esse era o titulo da cidade de Miracema  nos anos 80. uma década marcada por uma equipe que não sabia o que era derrota. a febre pegou e foi passando de geração pra geração e claro rendendo muitas histórias pitorescas, como essa...  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;            &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;&lt;span style=""&gt;A cidade de Miracema e o handebol têm uma verdadeira história de amor. O romance começou no início dos anos setenta. A jovem e bela cidade às margens do Rio Tocantins, teve seu primeiro contato com a modalidade esportiva através do professor de educação física, Manoel Jardins, que em suas andanças pelos grandes centros do país, se encantou com o bom joguinho. De volta à terrinha, o professor trouxe a novidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;           &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Em 1975 Manoel Jardins deixou a área educacional e passou a bola para José Carlos, que deu continuidade ao trabalho no Colégio Tocantins. As dificuldades eram enormes, começando pela falta de quadra de espotes para treinar. Problema resolvido na base da "enxada e picareta", em um terreno baldio, pelo próprio professor e seus alunos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;           &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Na hora dos treinamentos um obstáculo curioso. O terreno era muito irregular e não permitia que os atletas "quicassem" a bola. Então, as jogadas se resumiam à troca rápida de passe, fator que sempre surpreendia os adversários&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;           &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Paralelamente no outro colégio da cidade, o Santa Terezinha, o professor Osneide Cavalcante, carinhosamente chamado de "Rubim", trabalhava a modalidade com seus alunos. Em 1977, a cidade sediou os primeiros jogos estudantis do então norte goiano. A competição aconteceu na quadra do Colégio Santa Terezinha, que teve o handebol como a modalidade principal. Destaque para Dulce Dias chamada na época de “fenômeno”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;           &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Nos anos 80, Miracema assinou de vez seu casamento com a modalidade esportiva. Foi quando veio a consolidação dos jogos estudantis na cidade. Foi a era de ouro do Colégio Tocantins. Atletas como Rainel, Elcio, Salvador, Tião, João Alberto, Deinha e muitos outros, fizeram do handebol do CT, um verdadeiro time dos sonhos. Só pra se ter uma idéia essa equipe em 8 anos perdeu apenas uma partida. Foi em 1981, para a SAMA de Minaçu, nos jogos estudantis de Gurupi. O placar foi 32 a 31. chegamos bem perto da perfeição, tanto que o professor José Carlos, chegava a colocar uma equipe em cada tempo do jogo e o desafio era saber qual marcava mais gols.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;            &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;O entrosamento era tão grande que as vezes acontecia fatos engraçados. Certa vez em um deses jogos, a equipe mais uma vez sobrava em quadra e durante a partida o pivô, João Alberto sempre passava perto do banco de reservas e falava alguma coisa. Mas o barulho da torcida era ensurdecedor e o professor não conseguia entender. Já pela décima vez ele irritado chegou bem perto e gritou:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Zé  Carlos, me tira!...&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;O  professor assustado perguntou:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Mentira  de quem?...&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;  &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;E o enfezado atleta  explicou!...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Esses  caras não passam a bola pra mim!...&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;  &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Foi aí que fomos  perceber que apesar da sonora goleada, o nosso inusitado pivô  quase não participava das jogadas. Sem pegar na bola ele achou melhor pedir pra sair...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;            &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;A convivência  de Miracema com o handebol continua em alta até hoje. Em cada competição  estadual, o nome da terrinha está sempre aparecendo entre os primeiro  colocados. Pelo visto ainda vem muitos pódios por ai...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2253688321639105479-6452843532610385380?l=esportecomelciodias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/feeds/6452843532610385380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/2009/09/um-caso-de-amor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2253688321639105479/posts/default/6452843532610385380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2253688321639105479/posts/default/6452843532610385380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/2009/09/um-caso-de-amor.html' title='UM CASO DE AMOR'/><author><name>Elcio Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10875283691787533374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Ff-F2UWE240/SqlTsIU6qHI/AAAAAAAAAAg/jlzu5z_zPOA/S220/foto+jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2253688321639105479.post-6989030502334528715</id><published>2009-09-14T11:32:00.000-07:00</published><updated>2009-09-14T12:15:21.681-07:00</updated><title type='text'>ANO BOM</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;                                                &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A cidade de Miracema sempre foi destaque no esporte, principalmente no futebol. Isso rendeu muitas histórias mirabulantes como esta. Que ficou marcada na vida de cada atleta da época.&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;             &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;&lt;span style=""&gt;O ano de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1980&lt;/span&gt; ficou marcado na história de Miracema. Foi o ano em que o Colégio Tocantins sediou um dos melhores jogos estudantis do norte goiano, dando início a uma década gloriosa do evento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;             &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Já no futebol aconteceu um fato histórico. Através do “guerreiro da bola”, Dorabel de Souza, a cidade que tinha sofrido com uma enorme enchente do Rio Tocantins, conseguiu a façanha de trazer para uma partida amistosa, o Vila Nova de Goiânia, na época tetracampeão estadual. O jogo foi em um campo de grama nativa cercado de palha de babaçu. O resultado  do jogo foi 3 a 1 para o Vila que tinha no elenco, Roberto Oliveira e Luiz Dário(&lt;b&gt;&lt;i&gt;Ambos técnico de futebol hoje&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;) mas a partida serviu de ponte para o evento mais importante do ano.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;             &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Através do superintendente da Federação Goiana de Futebol, Jair Lima, nós fomos convidados a ir a Goiânia, colocar faixa de campeão no juniores do Vila Nova. A viagem foi uma aventura só. Recheada de fatos pitorescos. Começando pelo transporte que foi em ônibus da linha comercial e cada um pagou a sua passagem, levando na mão o endereço de amigo ou parente para descolar uma hospedagenzinha. Teve gente que foi carregado de encomendas. O zagueiro Pedro Nilson, para agradar os irmãos que moravam na capital, levou uma caixa cheia de mangas de várias espécies. Só que na chegada, ao descer do ônibus a caixa rasgou espalhando o produto em plena avenida Goiás e fazendo a alegria de quem passava no momento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;             &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;A maioria dos jogadores não conhecia Goiânia, outros nunca tinham saído de Miracema. Isso causou alguns transtornos. O “mico” mais comum foi pegar ônibus errado. O goleiro Edilson Pombo e o volante Chico Louro, só conseguiram chegar ao local do jogo aos 45 minutos do segundo tempo. O jogo aconteceu no dia 1º de novembro no Estádio Onésio Avarenga, campo do Vila. Nós saímos na frente no placar com um gol do volante Rainel cobrando falta, mas os donos da casa viraram para 2 a 1. Apesar da derrota fizemos uma boa apresentação, tanto que o fomos convidados para jogar no dia seguinte no Serra Dourada, contra a seleção goiana de júnior, na preliminar de Goiás e Vila Nova que decidiam o campeonato goiano. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;             &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;O convite fez a equipe “tremer na base” e começou uma série de fatos engraçados. Primeiro, para jogar no Serra Dourada eram muitas as exigências e a nossa equipe teve que se adequar. Começando pelo  o uniforme que nós só tínhamos 14 camisas e os reservas tinham que estar vestidos. A solução foi comprar camisas, pregar números(&lt;i&gt;naquele tempo  as camisas não vinham numeradas&lt;/i&gt;) para poder entrar no gramado. No vestiário a ficha técnica tinha que ser toda preenchida e nós só tínhamos o treinador. Então os miracemenses presentes viraram membros da diretoria. O então prefeito da cidade, Sebastião Borba, virou o presidente do clube, o médico foi o Raimundo Boi (hoje político), o massagista foi o Manoel Pires (hoje membro do TCE). O interessante é que o massagista levou a sério. Conseguiu uma bolsa oficial e foi à luta. Quando algum jogador caía, nosso massagista não perdia tempo invadia o campo no maior pique. Só que nossos atletas não estavam acostumados com a novidade e antes que ele chegasse para atendê-los, o jogador se levantava. O saldo disso era uma senhora vaia de  um estádio lotado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;             &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Em campo até que fomos bem. Os únicos que destoaram foram, o lateral esquerdo, Ezequias e o goleiro Daví. O primeiro um rapaz simples que tinha como profissão o ofício de açougueiro com uma única diferença. Ele pegava o gado para o abate “na unha”. Essa disposição física do garoto, foi prejudicial ao delicado gramado do glorioso Serra Dourada. Por onde ele passava removia todas as placas de grama. A coisa foi tão feia que o administrador do estádio chegou a implorar para o nosso técnico Dorabel de Souza dizendo:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Dá pra tirar aquele  trator do jogo?...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;         &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Já o goleiro Daví  se impressionou com o nome de Miracema passando no placar eletrônico  atrás do gol e esqueceu do jogo. Quando gritaram “olha a  bola”, e ele virou para o campo a rede já estava  balançando.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;          &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Mas o fato que marcou  mesmo, foi a esperteza (entre aspas) do nosso técnico Dorabel  tentando enganar o trio de arbitragem. Como aquela era a primeira e  única vez daquele encontro, ele achou que os “homens de  preto” não reconheceria os nossos jogadores. Assim no  intervalo ele colocou o meia Bertrand no meu lugar. O detalhe é  que com o mesmo uniforme. Como nós dois somos escurinhos,  parecia que ia funcionar. O golpe teria dado certo se o juiz não  fosse um bom fisionomista. Já com a bola preste a rolar para  o segundo tempo, ele se aproximou do Bertrand, olhou direitinho e  mandou o verbo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Esse neguinho não estava  no jogo!...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;          &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;O suspeito jogador  tentando disfarçar indagou:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;  &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Quem?..eu?...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;           &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;E o juiz concluiu:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;  &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;É,...você  mesmo!...o outro era mais alto e tinha as “queixadas” mais  largas!...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;           &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;A artimanha não  colou, mas valeu a intenção. Na partida até que  fomos bem, apesar de termos perdidos por 4 a 2. para a seleção  goiana foi apenas mais uma partida, mas para nós foi o jogo  da vida no melhor estádio do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2253688321639105479-6989030502334528715?l=esportecomelciodias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/feeds/6989030502334528715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/2009/09/ano-bom.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2253688321639105479/posts/default/6989030502334528715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2253688321639105479/posts/default/6989030502334528715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/2009/09/ano-bom.html' title='ANO BOM'/><author><name>Elcio Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10875283691787533374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Ff-F2UWE240/SqlTsIU6qHI/AAAAAAAAAAg/jlzu5z_zPOA/S220/foto+jornal.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2253688321639105479.post-4826185455771390824</id><published>2009-09-10T12:32:00.000-07:00</published><updated>2009-09-10T12:57:35.587-07:00</updated><title type='text'>"No Escuro"</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Este espaço foi reservado para você que adora uma boa história. Dessas que acontecem no meio esportivo  e que fica gravado para sempre nas paredes da memória de um bom desportista. Para inaugurar nosso espaço vou contar essa, que aconteceu na queridíssima cidade de Cristalândia. Espero que vocês gostem!...  &lt;/span&gt;                                                                                        &lt;u&gt; &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;NO ESCURO&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;          &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Nos idos dos anos 70, e até meados de 80, aqui no então norte goiano, o futebol era inspirado na copa do mundo do México, onde o Brasil havia conquistado o tricampeonato. Campo gramado, a gente só ouvia falar pelo rádio nas transmissões dos jogos; pois a "telinha" ainda não havia chegado por essas bandas. Os campos de terra eram normais nas cidades da região. As bolas eram sempre marrom, da cor da poeira que subia durante as partidas. Em algumas cidades, hoje famosas como Paraiso e Cristalândia, não havia uma área de terra e os campos eram feitos em cima da pura pedra. Isso ajudou muitos comerciantes de material esportivo. Pois a bola só durava uma semana, e as chuteiras acabavam com três jogos. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;        &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Campeonatos eram muito difíceis de ser organizados, devido as estradas de terra muito ruins. Na época das chuvas, vinham os atoleiros e na seca o poeirão colocava em risco a vida dos desportistas. Mas algumas cidades promoviam torneios de fim de semana, chamados de quadrangular(duas equipes da cidade e duas visitantes) e sempre levava o nome de alguma celebridade local. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;         &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Era uma festa só, a começar pelas acomodações. Como não havia nenhum tipo de recurso para custear as despesas, os atletas locais hospedavam os visitantes em suas próprias casas. A escolha era feita na hora da chegada da delegação. Os anfitriões olhava o porte físico do atleta e imaginava ele na mesa do almoço. Assim os mais agigantados acabavam ficando por ultimo. Mas no final a gente acabava fazendo uma grande amizade, não só com o jogador mas com toda sua família. Há quem diga que houveram até casamento com irmãs de jogadores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;        &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;As regras desses torneios eram simples. No sábado aconteciam duas partidas e no domingo os dois vencedores decidiam o título. O juiz apitava sozinho sem bandeirinhas e era sempre uma pessoa bem conceituada na cidade. No campo só as linhas da área de jogo separavam os jogadores da torcida. As traves não tinham redes e as pessoas ficavam “coladas” no goleiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;        &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Em um desses torneios, na querida cidade de Cristalândia, aconteceu uma final histórica. Um dos maiores clássico do norte goiano. O confronto foi entre a Escolinha de Miracema, que trazia nomes como Tiãozinho, Rainel, Salvador...e o Atletico Clube Cristal, de Morché, Washington e Wilson. O jogo até que foi bom, apesar das inúmeras pedras de cristal que tiramos de dentro do campo enquanto jogávamos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;        &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;Aos 38 minutos do segundo tempo, a Escolinha marcou um gol. Foi o suficiente para a  conceituada pessoa que estava apitando esticar o tempo. O objetivo era fazer com que os donos da casa empatassem a partida. Mas o sol foi embora e o empate não saía. Aí o   Sr. Juiz resolveu dar uma mãozinha e inventou um penalti. Isso com 59 minutos de jogo. Só pra se ter uma idéia, já estava tão escuro, mas tão escuro, que o atleta Salvador se misturou com a torcida que estava atrás do gol, e quando o jogador Wilson bateu o penalti, o esperto Salvador matou a bola no peito e saiu jogando. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;      &lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;O nosso conceituado juiz achou que o goleiro tinha defendido e resolveu terminar o jogo. Festa total dos visitantes, regada a muita "água que passarinho não bebe" exibindo o belo troféu. E assim esse dia ficou batizado como “o dia em que a falta de uma rede e o escurinho da boca da noite, salvaram um título”. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2253688321639105479-4826185455771390824?l=esportecomelciodias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/feeds/4826185455771390824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/2009/09/no-escuro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2253688321639105479/posts/default/4826185455771390824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2253688321639105479/posts/default/4826185455771390824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esportecomelciodias.blogspot.com/2009/09/no-escuro.html' title='&quot;No Escuro&quot;'/><author><name>Elcio Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10875283691787533374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Ff-F2UWE240/SqlTsIU6qHI/AAAAAAAAAAg/jlzu5z_zPOA/S220/foto+jornal.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
